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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O amor é difícil, mas não impossível.

É muito improvável que o seu novo namorado seja daquele que vai te mimar, vai viver te abraçando pelas costas ou passar o dia deitado com você na cama assistindo a série preferida de vocês. Isso não é impossível, é claro, mas estou falando que um namoro não é como as fotos de casais do tumblr que estão sempre amando, felizes e compartilhando momentos fofos.

Eu também concordo que uma pessoa que alisa seu cabelo enquanto assistem o filminho no cinema, ou que te oferece uma massagem no fim do dia de um trabalho cansativo é a melhor coisa do mundo, mas caia na real. Esse amor é difícil pra caramba.

Encontrar alguém que te entenda nos momentos de alegria e tristeza, é esperar que no fim do arco iris realmente tenha um pote de ouro. Encontrar alguém que saiba a hora de se aproximar, mesmo quando você manda se afastar, é como encontrar o shampoo perfeito nas imensas prateleiras de uma grande loja de artigos pra cabelo. 


Ah, mas não desiste não. O amor sempre valerá a pena.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Eu não vou te amar até o fim dos meus dias


Eu não vou te amar para o resto dos meus dias. Não que eu não queira, mas simplesmente não sei se conseguiria. Não sei se amanhã ainda gostarei de você do mesmo tanto, não sei se com o tempo seus defeitos, que agora são puramente charme, um dia não irão me incomodar a ponto de brigarmos feio e terminarmos nossa relação achando que foi besteira. 

Não sei nem se amanhã conseguirei levantar pra fazer o seu café. Desculpe, mas não posso te prometer algo que não controlo, que não prevejo. Sei que te amo agora, que quero que cada momento dure para sempre. Sei que quero agora um beijo, e que se deite nessa cama comigo, sei também que hoje gosto do seu cheiro e até de suas botas espalhadas pela casa. Hoje eu vejo elas como uma decoração pessoal sua, em um espaço que sempre foi só meu. 

Sei também que por enquanto adoro sua comida, mas não sei se um dia virarei vegetariana e não poderei mais desfrutar dos seus churrascos, ou de sua macarronada à bolonhesa que tanto adoro.

Sei mais ainda que todo dia quando acordo, antes mesmo de abrir os olhos, gosto de apreciar o seu cheiro nos lençóis e depois ser invadida pelo cheiro do seu café e depois pelo cheiro de menta que sai da sua boca. 

Neste momento, apenas, eu só quero que isso dure, mas por favor, não me peça para prometer nada.


domingo, 10 de julho de 2016

Antes de achar que está apaixonado, PARE!

Eu sou a pessoa mais complicada do mundo pra se apaixonar. Não só por que eu nunca olho pra uma pessoa com segundas intenções, mas principalmente por que eu antes de achar que estou apaixonada, eu paro e reflito muito, coisas de dias, mesmo!

E isso na verdade, funciona muito bem. Esses dias eu achei que estava apaixonada, e junto com essa incerteza, veio uma chuva de duvidas sobre como eu me sentia em relação a essa pessoa. Mas depois de esperar quase uma semana, eu tive certeza: não era nada. 

Vou mostrar um pouquinho do que mudou nessa semana em 'stand by': Eu percebi que ele é lindo, mas não tanto quanto eu pensava: nunca havia reparado nos dentes separados dele, ou como ele anda curvado, ou como faz bico quando fala ou então em como ele se balança de forma estranha quando ri. Eu percebi que ele é inteligente, como sempre  achei, mas não tanto quanto eu fantasiava. Eu percebi que o olho dele é muito mais bonito que a boca. Eu percebi que ele ri de coisas bem idiotas. Eu percebi que ele presta atenção em mim, e assim como eu estou fazendo, ele também toma notas sobre o meu comportamento. Eu percebi que ele não é tão maduro quanto eu pensava. E eu percebi principalmente, que gostar muitas vezes é só um conjunto de coisas bobas que associamos às pessoas, e que nem sempre faz todo o sentido.

Eu sei que gostar não é uma fórmula mágica, e que nem sempre o que funciona pra uns, funciona pra outros, mas cautela nunca é demais. E se apaixonar quase sempre é cilada.


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Não é ele

Não é ele, não é o cara casado que você "acha" que gosta de você.
Nem é o carinha do cursinho que te pede caneta colorida emprestada.
Não é o seu primo que de vez em quando te dá umas "olhadas".

Definitivamente não é seu ex que te traiu e que incrivelmente ficou bonito na ultima foto do instagram.
Não é nenhum dos caras que você pegou na balada da noite passada.
E não é o seu professor mais velho que pisca pra você quando você entrega um trabalho.

Não é nenhum desses, e não será nenhum até que o que você sente não seja influenciado pelo seu nível de carência. Solidão dói, mas amar sozinha também. 
Amiga, ficar com alguém é fácil, ter e manter um sentimento é que está complicado.



segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Saudades de quando eu era pequeneninha

        Já mencionei aqui sobre minha saudade de infância com a minha mãe. Eu costumava deitar no colo dela à noite enquanto ela cantava a musica da lua pra mim. Na época meus irmãos estudavam a  noite e meu pai trabalhava viajando. Na nossa casa não tinha luz então eu passava as noites com minha mãe olhando pro céu enquanto meu cachorro cuidava da gente.
O engraçado é que só vim descobrir quando decidi escrever esse post que a musica que ela cantava pra mim era de Raul Seixas. Tinha uma certa “adaptação” na letra, mas eu ainda lembro muito bem dela cantando pra mim.



Raul Seixas


Lua bonita,
Se tu não fosses casada
Eu preparava uma escada
Pra ir no céu te buscar
Se tu colasse teu frio com meu calor
Eu pedia ao nosso senhor
Pra contigo me casar
Lua bonita
Me faz aborrecimento
Ver São Jorge no jumento
Pisando no teu clarão
Pra que cassaste com um homem tão sisudo
Que come dorme faz tudo, dentro do seu coração?


      Sinto saudades também de esperar meu pai chegar de viagem. Meu pai era caminhoneiro e toda a minha infância e a maior parte da minha adolescência eu tive um pai que passava boa parte do tempo fora de casa. Era quase um mês fora, viajando o país, ligando para gente só de semana em semana, ou quando dava. Quando ele ligava avisando que tava voltando, eu mudava completamente minha rotina atarefadíssima de criança e passava os dias em cima do pé de caju da minha casa para poder ver a avenida pela qual ele chegava. Quando ele estava há dois quarteirões de distância, dava para ouvir a aceleração do caminhão pra passar em um quebra molas e nessa hora eu sabia que era o meu pai que estava voltando pra casa. Eu corria pro pé de caju e esperava ele “apontar” na esquina. Quando eu via a frente daquele velho caminhão amarelo eu corria para abrir a “porteira” e esperar o meu pai no batente do nosso alpendre.

        Essa é a saudade que mais dói, porque no mesmo batente em que eu ficava, minha mãe esperava também pelo meu pai. Depois que ele me abraçava, ele segurava minha mãe pela cintura e dava um selinho nela. Curtinho, singelo, mas cheio de amor. Minha mãe passava a mão na cabeça dele e perguntava como tinha sido a viagem, se era boa, ele dizia, se era ruim ele dava um suspiro demorado e ela já entendia. Eu sabia que mais tarde eles conversariam, sempre distante de mim. Naquela época eles tinham uma preocupação sobre o que chegava aos meus ouvidos. Eu pequenininha olhava pra cima acompanhando aquela cena e pedindo a “papai do céu” para aquilo nunca acabar. Pena que ele não me ouviu.


sexta-feira, 8 de maio de 2015

O abraço de despedida que nunca dei

Desculpe a demora na resposta. Há um certo tempo que quero te dizer algo. Dói um pouco falar por que faz tempo que isso “tá” entalado na minha garganta. O tempo passou e essas palavras que saem de forma rouca agora podem não fazer mais tanto sentido, mas me faz bem colocá-las pra fora.

Ontem eu te vi na sacada da sua janela, fui até a sua casa pra dizer que eu te queria. Parei, olhei sua barba e dei meia volta, minha moto engasgou e apagou duas vezes, quase atropelo um pobre cachorro que teve a infelicidade de cruzar meu caminho e derrubei uns papéis ao longo da estrada me fazendo dar meia volta e ver de relance você entrando dentro de casa.

Era o destino me mandando seguir meu cérebro, naquele momento era você que ocupava toda a minha cabeça.
Passei a noite em claro não pensando em você, mas pensando o que teria acontecido se eu tivesse tocado a campainha da sua casa, tivesse me jogado em seus braços e pedido um único beijo. Apenas um, eu diria, assim, você poderia escolher se gostaria que nossos lábios se tocassem novamente.

Levantei da cama com a cabeça pesada e o com essas palavras ainda na garganta, o “bolo” de sentimentos ficou endurecido e agora é realmente difícil cuspir de forma compreensiva. A vontade é de gritar e agir feito louca, acho que o amor tem dessas coisas, mas prefiro te dizer assim. Um papel com letras miúdas pra só você ler.
Resolvi fazer isso por que a imagem de você entrando em casa sem ter meu ouvido, sem eu ter te visto, pareceu algo muito doloroso. A morte é iminente mas o futuro é incerto, na aula de violão, segurei as lágrimas enquanto aprendia as notas de “É você, da Marisa Monte”. Não chorei de arrependimento, só pra esclarecer, chorei por que tive medo do futuro em que eu nunca me declaro, eu nunca olho em seus olhos e cuspo em você esse sentimento que me atormenta. Não é culpa sua, na verdade nem minha, o amor é algo que simplesmente surge, mas que não desaparece.



E agora, quando estou nesse avião e digito essa mensagem enquanto o celular ainda tem bateria, eu posso respirar aliviada por arrancar esse aperto que me consumiu por tanto tempo. Acho que não sentirei saudade, mas ficarei nostálgica quando lembrar de quando deitava no seu colo e você mexia no meu cabelo. 

terça-feira, 3 de junho de 2014

Medo de Amar


Passei um tempo ouvindo minha amiga relatar o quão conturbado tinha sido seu ultimo relacionamento. O quão doloroso é gostar de alguém e o quanto aquela dor pode ainda piorar quando resolvemos tirar determinada pessoa de nossas vidas.

Enquanto ouvia, sentia vontade de bater nela. Sentia vontade de agarrar em seus ombros e dizer que aquilo tudo era besteira e que ia passar, prometi até me intrometer na história. É simplesmente insuportável ver duas pessoas que se gostam tanto abdicando da felicidade por... na verdade, por nada. Até agora ainda não entendi o que aconteceu com as duas. Sei que estar de fora, é estar de olhos abertos e talvez por isso eu possa compreender o que se passa naquele meio. Mas quem está dentro, com o coração machucado, os olhos ardidos de chorar e um orgulho que pesa mais que a saudade talvez não compreenda que a dor de saudade corrói e machuca e muito mais.


Morar em uma cidade pequena dificulta muito quando tentamos esquecer alguém. Seja pelos amigos em comum, redes sociais, barzinhos, festas, até no caminho para a faculdade, enquanto esperamos o ônibus podemos ver aquela pessoa passando em um veículo com outro destino.



Hoje, minha miga sofre do medo do abandono, do medo de amar demais(mesmo já amando), o medo de viver a vida que ela quer ao lado de quem ela ama. Medo de não amar de novo, medo de dizer que sente saudades. 


"Eu desisti Carla, não dá mais. Vou excluir ela do face."


Esse foi a ultima mensagem que minha amiga me enviou.  Ela só esqueceu de analisar: Será que é realmente tão fácil tirar uma pessoa que tanto gostamos das nossas vidas? Excluir do face, deletar o numero de telefone, parar de andar nos mesmo lugares. Será mesmo que tudo isso funciona? E as lembranças, o sentimento? E tudo aquilo que habita no peito?



Nada mais justo que uma musiquinha "melosa" pra finalizar o post.

"Perdoa se estou te ligando, amor, nesse momento mas me fazia falta escutar de novo só por um instante sua respiração. Desculpa, sei que estou quebrando o nosso juramento, sei que existe outro em seu pensamento, mas meu coração pediu pra te dizer: Que estou morrendo, morrendo por dentro. E é tanta saudade morando em meu peito"


"O amor é uma praga, destrói as vidas, cega, emudece e adoece, mas também serve pra construir, descobrir novos sentidos, achar a cura pros males da solidão. Amar é repartir com o outro um sentimento em comum. É sofrer sim, mas também é perdoar. Amar é simplesmente perceber que algumas coisas só valem a pena quando é feita a dois."

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Sabe uma coisa horrível: Amor


Sei que isso é manjado, todo mundo xinga, todo mundo comenta, uns criticam e outros defendem, mas eu nunca falei nada por que sempre disse que amor de verdade a gente não descobre até a hora da morte. Eu sempre disse que a gente só sabe quem amou de verdade naquele ultimo suspiro. Sane quando mais nada pode mudar ou acontecer, pronto, é naquele momento que podemos identificar quando o amor passou em nossas vidas.

Hoje eu mudei um pouco, continuo com as mesmas opiniões quando o assunto é amor de casal...Acho horrível quem diz "te amo" pra todo namorado. Mas em alguns amores eu já acredito, amor de amigo, que acreditem, quando é amigo de verdade não acaba. Tenho um caso de uma pessoa que não quero ver nem de longe(literalmente), mas ainda a amo como quando começamos a amizade. E isso por que boa parte de mim foi construído com a ajuda dela: os gostos, a personalidade, o jeito... Só que esse amor eu só quero longe, como uma lembrança sabe? Já é bem diferente do amor que sinto pelos amigos de hoje, os que quero perto, dividindo momentos, recordações, risadas e uma bela panela de brigadeiro.

Acredito também em amor pra filho, não de mãe ou de pai, mas pra filho. Sabe aquilo que você ama tanto que faria de tudo?Pois é! Tenho duas filhas de quatro patas que amam a anos e que as amo também. Sei que poderei ser criticada por comparar amor de mãe e filho por amor de mãe e filho-bicho, mas é tudo filho sabe? E é tudo amor!

Mas e quando não há reciprocidade? Quando um amigo não te compreende mas você o ama tanto que não desiste de faze-lo entender como você é ou se sente? E quando não tem mais jeito e o amor do outro lado se vai? Quando as diferenças são maiores que a vontade de estar perto e as coisas simplesmente saem do controle? Quando o ciume cresce e ver aquele amigo com outro amigo torna-se insuportável? Aí você pára  e se pergunta: Quando deixei de amar?