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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Sobre não aproveitar a vida

Achei esse texto hoje entre meus escritos, é de 2013.


Oi, eu sou a filha mais nova, sou as “sobras”, o “fim de rama”, sou aquela que demorou dez anos pra nascer e quando veio já não tinha mais graça.

Essa história do mais novo ser mais mimado é pura besteira quando você não é encostado nos seus irmãos, além de pais, você tem irmãos pra obedecer, você nunca tem opinião, pois “é muito novo pra saber de alguma coisa”, mas sempre terá que ser maduro, pra “seguir o exemplo de seus irmãos”.

Tenho 23 anos e alma de 33 como os meus irmãos. Fui criada pra saber tudo sozinha já que meus irmãos já sabiam das coisas, aprendi a me defender só, a me cuidar só, a arrumar a casa, a cozinhar, a lavar, passar, trocar botijão de gás, consertar uma torneira pingando, uma lâmpada queimada, aprendi a pagar minhas próprias contas e estudar sozinha pois “meus irmãos tem suas próprias coisas a fazer e meus pais não lembravam das coisas do ensino fundamental”. Aprendi a ir ao médico só e esconder meu problemas de saúde pra não preocupar a minha mãe, aprendi a não contar com a minha irmã ou meu irmão já que seus amigos serem foram mais importantes que eu. Mas não tiro o crédito, minha família sempre esteve muito presente na minha vida, as vezes me incentivavam, as vezes me cortavam as ideias, as vezes simplesmente me deixando quieta, que é como prefiro estar quando tenho problemas.

Aprendi assim a estudar sozinha, andar de moto sozinha, beber sozinha, conhecer pessoas sozinha... E não entendo o por que, mas nunca tive conversas com meus pais sobre sexo, bebidas ou drogas, na verdade lembro até da minha mãe um pouco envergonhada quando mencionei que havia menstruado pela primeira vez.

Aos 23 sou madura quase podre, acabei perdendo um pouco do brilho da juventude. Pode parecer besteira, mas não rio de coisas que garotas de 23 riem, não curto coisas que jovens curtem e muito menos estou saindo pra festas pra conhecer pessoas, beber e namorar desconhecidos. Estou vendo minha vida passar por mim e não tenho a mínima ideia de como posso acompanhá-la.


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Esta é a palavra que definirá a sua vida: CONFIANÇA

Quantas vezes você já quis aquele cara legal, ou aquele emprego incrível, ou até já quis abrir o próprio negócio, mas desistiu no meio do caminh? Quantas vezes já quis dar uma bela resposta, tirar foto sensuais ou viajar o mundo? Quantas vezes já quis ir pra balada e fazer tudo o que queria, ou fazer uma tatuagem, e vestir uma roupa sem se preocupar com o que os outros vão pensar?

Quantas vezes por dia você se reprime de algo que tem vontade? Você acha que não consegue ou que não merece aquilo? Sabe o que eu falo para os meus alunos quando eles pensam em desistir? Eu mostro a eles o ambiente de trabalho e pergunto: o que todas essas pessoas que estão aqui tem de diferentes de vocês? Por que vocês acham que não conseguem?

Quer inspiração? Que tal Madre Teresa, Rainha Elizabeth, Marilin Monroe, Meryl Streep, Oprah Winfrey, Viola Davis, Hipácia, Joana d’Arc, Maria Quitéria de Jesus, Marie Curie, Gisele Bündchen, Marta, Carmen Miranda e mais um zilhão de mulheres incríveis que de alguma forma, pararam de achar que não conseguiriam fazer algo e ssimplesmente foram?

Já imaginu se a Maud Wagner tivesse desistido? Ah, sabe quem é ela não? Pois da uma pesquisada e se inspire, na verdade, só prar um pouco e pensa naquela pessoa que você admira. Aposto que é alguém de atitude, que deseja e faz acontecer, que é uma pessoa de CONFIANÇA. 

O que te falta pra levantar essa bunda da cadeira e fazer alguma coisa? Seja uma princesa da Disney ou uma escritora famosa, uma cientista ou uma modelo. Seja quem for, pare de admirar uma dessas mulheres e seja uma delas. Seja a pessoa que se olha no espelho todo dia e gosta do que vê, e se não gosta, seja a pessoa que se levanta e  tenta mudar isso. 

E quando achar que não consegue, dá uma olhada nessas pilotas de caça  de 1945.


domingo, 14 de maio de 2017

Por que eu sumo às vezes

Vez ou outra eu apareço por aqui pedindo desculpa pelo sumiço e prometendo mil e uma postagens novas, dizendo que tô cheia de ideias e "que dessa vez" as coisas serão diferentes. Mas não posso me desculpar de algo que eu mesma chego a acreditar, não posso pedi desculpas por algo inevitável, que apesar de eu lutar bravamente, acaba voltando a acontecer.

2017 ainda não está na metade, mas eu já mudei tanto que não reconheço mais aquela garota de janeiro que não sabia se queria comemorar o aniversário, ou se isso seria uma ofensa à lembrança da mãe. Hoje eu sei que independente da minha escolha, eu estando feliz, deixaria minha 'veinha' satisfeita.

O assunto aqui é o quanto a gente consegue se iludir com promessas pessoas e ainda mais o quanto conseguimos deixar de dar valor à elas quando mudamos um pouco. Posso usar como exemplo as minhas roupas, que refletem muito da minha personalidade. Se me arrumo bastante, sai de perto que estou poderosa, se me visto de forma colorida, tô tentando parecer diferente, se me visto largada, estou dando mais importância à quem eu sou do que quem eu pareço, mas ainda é me vestindo de preto que me sinto melhor, o mais incrível é que quando escolho um estilo, todos os outros ficam tão longes de parecer eu, que tenho vontade de tacar fogo em tudo. 

Essas mudanças de aparência tendem a acompanhar as mudanças de personalidade, ou tentam, pra falar a verdade, afinal, é mais fácil você querer mudar a cor do cabelo do que realmente comprar a tinta e pintar. Mas Carla, aonde você quer chegar? Muito simples, pequeno gafanhoto, minha intenção é só dizer que quando eu sumir daqui, não é por que eu parei de gostar de escrever ou por que tô cansada E sim por que estou fazendo coisas mais urgentes, dando um tempo de mim ou tentando me conhecer melhor. Quem sabe até tendo uma das minhas 'pequenas crises', em que finalmente sei lidar melhor com elas. Leia esconder melhor.

Aos 25 eu sei menos o que quero, mas muito mais o que eu não quero, de verdade. E isso envolve me movimentar cada dia mais. E talvez nesses movimentos, eu esqueça um pouco que escrevo, que brinco de ser blogueira. Nessas horas no máximo me escondo em um instagram lotado de stories com música e gatos e um feed abandonado.


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Nove verdades e uma mentira

Eu gosto quando surge uma brincadeira nova por que dá pra comparar as opções das pessoas com as minhas. Surgiu essa brincadeira e resolvi fazer. É engraçado como depois que escrevi, percebi quão peculiar eu sou(pra não falar estranha mesmo, rsrs). Na brincadeira você escreve dez afirmações, sendo uma mentira e nove verdades. 

Será que descobrem qual a minha?

1- Quebrei meu braço em 3 lugares caindo de um caminhão;
2- Fugi de casa aos 4 anos;
3- Arranquei a cabeça de um dedo fechando uma porta nele;
4- Pulei de uma queda de 10 metros na água funda, sem saber nadar;
5- Eu adoro sapos, acho super fofinho;
6- As vezes eu espirro tanto que faço xixi na roupa;
7- Eu crio situações na minha cabeça, encorajo elas e quando acontecem, eu fico com raiva;
8- Eu demonstro afeto brigando com as pessoas, se eu ignoro ou faço pouco caso de alguém, é por que não gosto;
9- Eu queria morar num trailer;
10- Quase morri afogada na piscina de um clube.







quarta-feira, 1 de março de 2017

Carta a todos que já passaram pela minha vida

Escrevo esse texto com os olhos cheios de lágrimas, assim como chorei várias vezes com cada um de vocês. Mas pessoas tão especiais merecem palavras à altura, e é por vocês que escrevo.

Há 25 anos eu iniciava uma jornada, e que jornada! Em cada esquina uma nova descoberta: pessoas, lugares, sabores, sensações e emoções que nem o melhor poeta poderia descrever com exatidão.
Por diversas vezes eu guardei minha dor no bolso e fui, prometendo a mim mesma que faria o meu melhor. Hoje eu percebo que essas decisões me trouxeram exatamente no ponto onde eu estou hoje, e apesar de muito grata e feliz, quem sou eu para dizer que fazendo assim e assado não seria melhor, eu com minha visão limitada restrita a apenas um caminho, que foi esse mesmo que escolhi. Quem sou eu para dizer que quem sabe na esquina do amor lá do começo do meu ensino médio, eu não errei quando optei por parar por ali por não amar tanto assim, quem sabe se na insistência, eu não tivesse descoberto que é possível aprender a amar com a convivência.

Falar que foi fácil eu não posso, mas esses passos curtos e longos que dei me ensinaram que é possível ser bom e justo, que é possível se amar e se odiar tantas vezes quanto é possível mudar de cor preferida, e que menos é mais e que acima de tudo, as pessoas que passam pelas nossas vidas nem sempre são as que ficam.

Nunca fui de dizer “eu te amo”. Nem pra família, nem pra amigos, nem pra namorado, nunca fui de abrir a boca e demonstrar sentimento, apesar de gostar de dar e receber muito carinho. Mas hoje eu posso dizer tranquila que amo cada um de vocês... Cada um com sua particularidade, com sua diferença. Cada um que ainda mexe comigo, que me ensina a me amar quando me ignora, que me ensina a controlar quando me faz raiva e que me ensina a insistir quando vale a pena.

Todos os dias, direta ou indiretamente, eu recebo pelo menos uma mensagem de agradecimento, mas talvez vocês nem imaginam que quem deve agradecer sou eu. Agradecer pelas alegrias, pelas lágrimas, pelas raivas, pelas conversas, pelos passeios, ou seja, por cada um dos momentos que passamos juntos, por cada uma das histórias que agora compartilhamos.

Para alguns de vocês eu já dei tchau, mas sabe eu ou você o que os caminhos da vida nos reserva, quem sabe em qual esquina podemos ainda nos encontrar, por que eu sei que muitos desses nossos casos de amor ainda não acabou não viu. Me aguarde que eu volto, e se eu não voltar, foi bom ter te conhecido.



domingo, 25 de dezembro de 2016

Planejando a semana

O legal de um ano novo é que sempre criamos mil e umas promessas e resoluções para os próximos 365 dias. A ideia de um ano novo é renovar a esperança de melhorar as coisas, planejar melhor a vida a fim de atingir as metas. Mas já pensou que se todo ano nos programamos e acabamos mantendo uma mesma meta por anos a fio é por que nosso método atual não está funcionando muito bem? Já pensou que antes de planejar o ano, você pode simplesmente planejar sua semana?

Eu falo semana por que não é tão pequeno como planejar o dia (afinal nem todo dia temos 15 min pra planejar o que faremos) e nem tão grande quanto um mês que pode ter inúmeras interferências. Eu normalmente me planejo na sexta, já incluindo as atividades do fim de semana. 



Olha minhas dicas:

-Inclua na agenda todos os compromissos que tem hora marcada: consultas, reuniões, visitas, aniversários, etc...

-Organize as compras de reposição: frutas, legumes, verduras, etc...- Abra sua geladeira/despensa e veja o que precisa ou o que está perto de acabar. Procure comprar tudo de uma vez, quantidades maiores geram descontos e você não precisará ir ao supermercado mais de uma vez;

-Planeje um pequeno cardápio de sugestões: Demoro muito tempo na cozinha por que gosto de abrir minha geladeira e pensar sobre o que vou cozinhar. Se você não tem esse tempo todo, estabeleça os pratos que fará em cada dia e economize bons minutos. Outra dica é já deixar coisas prontas na geladeira no ponto de esquentar;

-Defina tempo e lugar para os estudos: Pra quem faz faculdade, cursinho ou estuda pra concurso o ideal é organizar o tempo de forma que você saiba exatamente quanto tempo tem e quando poderá estudar. Isso deixa a tarefa com ar de compromisso e sabendo disso, você se programará para ele;

-Programe as coisas essenciais: alimentação dos filhos/pets, horas de sono- Parece bobagem, mas já perdi muito tempo em tarefas simples por que estava cansada demais devido a uma noite de poucas horas de sono. Costumamos deixar essas coisas de lado, mas é justamente essas tarefas de rotina que nos tiram do ritmo quando não acontecem como planejado;

-Programe o lazer: livros a serem lidos, séries, filmes- Claro que é bom descobrir que se tem um tempo livre e gastar ele fazendo algo que gosta, mas é muito bom também saber que além de colocar tudo em ordem, ainda vai ficar tempo pra curtir um lazer sozinha ou com um amigo/namorado do lado;

-Programar tempo de deslocamento para lugares que você não conhece muito bem- Essa é batata. Aqui na minha cidade tem época que recebemos muito turistas, e a localização do meu trabalho não ajuda muito nesse quesito. Então pra não ser pega de surpresa, em dias que eu sei que terá muito movimento, já saio de casa mais cedo pra evitar atraso.
 

É mais ou menos isso, lembrando que não é uma fórmula pronta, e que o que funciona comigo pode não funcionar com você, mas a maior parte disso se aplica a quase todo mundo. Espero que vocês gostem, e se funcionar, me contem.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Ouça o universo, sempre

Algumas vezes, nos encontramos em situações em que tudo parece não fazer sentido enquanto não nos decidirmos entre algumas coisas. Como por exemplo tirar uma nota mais ou menos no ENEM e ter que escolher entre: uma faculdade que você não quer, mas que te deixará tranquilo financeiramente, ou uma faculdade que você ama, mas que tem histórico de não gerar lucro para os profissionais.

Nesses tempos, a gente fica triste, as coisas perdem um pouco da graça, os amigos parecem distantes e as metas inatingíveis, como se voltar ao fluxo normal da vida dependesse inteiramente dessa decisão que você simplesmente não consegue fazer.
Hoje eu passei muito tempo decidindo se seria uma loucura muito grande desistir de minha atual posição pra se arriscar em uma área muito diferente. Talvez eu estivesse fazendo isso por insatisfação pessoal ou algo mais profundo que eu não sei explicar, mas eu realmente pretendia mudar completamente meu status quo atual. Isso já faz algum tempo, aliás, meses, e eu fico empurrando com a barriga até o momento que acho que vai melhorar, só que esse momento não chega. E os dias normais começam a ficar insuportáveis.

Mas aí uma simples mensagem de alguém que você nunca viu parece simplesmente acender uma luz no seu dia, como se o universo estivesse te dando uma orientação.
Sinalizando que aquela coisinha simples que você ama fazer pode ser sua real paixão de vida.

Olha Universo, mensagem visualizada viu!. espero que eu tenha entendido a mensagem corretamente.


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Meu melhor amigo: um bloco de anotações

Até 2016 eu costumava comprar uma agenda no inicio do ano e planejar cuidadosamente todas as minhas atividades. Isso durava uns 3 meses até eu começar a deixar a agenda em casa e a anotar tudo o que precisava em lugares soltos como papeis na mesa de estudo ou post its que carrego sempre na bolsa.

Há uns dois anos eu percebi que esse método de ter sempre uma ferramenta não tem funcionado muito comigo. Na verdade, nenhum método funciona por muito tempo, então decidi parar de quebrar a cabeça com esse tipo de coisa e simplesmente usar o que me satisfaz no momento. Pra começo de ano é muito viável a agenda, eu me empolgo muito com as metas de ano novo e me programo pra qualquer coisa. Com a correria e a rotina chegando eu começo a me desleixar e acabo sempre perdendo alguns prazos esquecendo de atividades que eu deveria fazer. Baixei alguns aplicativos pra celular que na verdade me prejudicaram mais do que ajudaram pelo simples fato de que não gosto muito de estipular prazos para atividades que não tem data.

Tentei inclusive implantar o To do ist mas é muito complexo pra uma vida muito simples. Eu apenas precisava de algo que me ajudasse a lembrar dos compromissos e não me fizesse esquecer de coisas como comprar corda pro arranhador dos gatos.


Depois de tentar inúmeros métodos, eu percebi que o que mais me ajudava era anotar todos os compromissos com data marcada como lembrete de celular e anotar todas as tarefas avulsas em um afolha e ir riscando à medida que eu for cumprindo. Isso me ajudou muito por que no dia do compromisso o celular me avisa a hora e o lugar que preciso ir, e todos os dias eu consulto a lista der avulsos e encaixo o que posso fazer no meu tempo livre.

Essa percepção durou mais tempo do que eu imaginava, mas hoje me faz ganhar horas que antes eu passava planejando. E aí? Já parou pra pensar qual método funciona com você?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Seja sua maior prioridade

Uma das coisas que 2016 me ensinou foi descobrir meus gostos reais. Por muito tempo eu vivi em função de outras pessoas, mudando minhas atitudes pra sanar necessidades que na verdade não eram minhas.

Isso me ajudou a nortear um pouco a minha vida, e se eu pudesse deixar algo bem claro sobre isso, é que minha vida nunca mudou tanto em tão pouco tempo. Hoje eu tenho muito mais autonomia pra decidir o que entra ou não e o que fica ou não na minha vida. Isso inclui pessoas, trabalhos e obrigações. Hoje eu posso me distanciar sem medo de parecer que é uma decisão sem fundamento, se uma pessoa realmente me faz bem e se vale a pena mantê-la no meu circulo de amizades. Assim como as pessoas, aceitar um trabalho que não se pode cumprir é uma forma de procurar justificativas para aquilo que na verdade não queríamos fazer. As obrigações são a melhor parte, hoje, após toda essa revolução, eu posso simplesmente dizer não para algo que ocupará mais tempo do que eu quero dedicar ou mais esforço do que exigiria se fosse feito por outra pessoa. 

Essa visão só foi possível a partir do momento que eu retirei certas coisas da minha lista de prioridade e coloquei o único item que deve verdadeiramente ocupar essa posição:Eu.


domingo, 18 de dezembro de 2016

Sua prioridade é você

Já parou pra pensar quantas vezes colocamos outras pessoas como prioridade? Avalie comigo: Quantas vezes você deixou de sair por que seu/sua Namorado(a) ou pais não queriam? Quantas vezes você deixou de comprar algo por uma opinião de amigo ou quantas vezes estabeleceu que uma opinião de terceiros era mais importante do que sua própria vontade?

É claro que quando falamos desse assunto precisamos tomar cuidado com o nível de egoísmo que colocamos nas nossas decisões, mas ao mesmo tempo, procure evitar que sua vida passe a ser um misto de decisões alheias que na verdade impedem você de escolher entre o que você quer e o que os outros querem.


sábado, 17 de dezembro de 2016

Se não serve, deixe pra trás

Ano passado eu vivi em busca do desapego pessoal. Tem um blog que gosto muito que fala bastante sobre isso e me vejo em muitos sentindos, querendo viver como a Thais propõe. em 2015 eu procurei estabelecer essas regrinhas diariamente a fim de viver uma vida mais leve. e apesar de todos os meus esforços, eu não fui muito bem sucedida.

Mas agora avaliando esse ano, acho que vivi em 2016, o que me propus em 2015. Alguém aí já se sentiu assim? Cumprindo uma meta ou um planejamento muito antigo?

Em 2016 eu destralhei metade das coisas que eu tinha, e o melhor de tudo é que eu não estou sentindo falta de nada. sério. Coisas que antes eu achava que não podia viver sem, hoje eu tenho raras lembranças que já possui. O quarto ficou mais leve e a casa mais organizada. Se eu puder dar uma dica pra 2017 é: Desapegue.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

3 coisas que não abro mão



Trabalho, estudo, casa, amigos, pets, filhos, lazer, cursos, viagens, etc. Temos tantos aspectos na nossa vida pra preencher que as vezes esquecemos de dedicar um tempo a coisas simples. Eu procuro nunca esquecer dessas coisas:

Sair esporadicamente: seja um cinema, um barzinho com os amigos, uma visita a um colega ou um almoço na casa do meu irmão. Sair de casa é quase uma regra de vida, mesmo pra mim que sou altamente caseira. Desde que estipular metas de socialização, percebi que muitas áreas da minha vida se tornaram mais fáceis. Hoje eu consigo pedir informação em qualquer lugar,

Dedicar um tempo diariamente pra mim: tudo bem que nem todo mundo tem tempo, mas deveria. se gabar de estar ocupado não é proveitoso e na verdade, temos uma qualidade de vida muito maior quando relaxamos um pouco entre atividades cansativas ou após um dia de trabalho. Não precisa ser muito tempo, 10 minutos de alongamento ou uma massagem no pé, um hidratante no corpo depois do banho são suficientes, mas se tiver mais tempo, dedique alguns minutos a uma leitura boa ou até a um episódio de uma séria que você gosta. Quer assistir um filme mas tá sem tempo? Fracione ele, 30 minutos por dia até acabar.

Navegar na net de bobeira: antigamente eu era viciada em computador, passava o dia nele no trabalho e a noite na faculdade, com o tempo, o computador passou a ser sinonimo de trabalho em que eu sempre estava olhando pra ele com receio de receber alguma demanda. Quando terminei a faculdade passei muito tempo longe de computadores e e-mails, até aprender a separar o que era vida pessoal e o que era trabalho. Antes da faculdade eu jogava, lia em pdf, assistia vídeos educativos e via entrevistas interessantes. Hoje em dia eu procuro deixar um tempinho do meu dia(na hora do almoço ou antes de dormir) pra olhar os snaps das pessoas que gosto, dar uma circulada pelo instagram e até atualizar minhas redes de acompanhamento(fillmow ou skoob). A finalidade é me manter por dentro do mundo mesmo com todas as atribuições do meu dia-a-dia.

E você? De que coisas não abre mão?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Como não odiar as segundas feiras

 Sou o tipo de pessoa odiada pelos colegas de trabalho e pelas pessoas que já moraram comigo em algum momento da minha vida. Isso tudo por um simples motivo: Eu acordo de bom humor todos os dias. Isso mesmo, eu acordo rindo, dando bom dia, super disposta e empolgada. Sou como um celular que se carrega durante a noite. Minha energia vai diminuindo ao longo do dia, o que me faz acordar a todo vapor. Mas Carla, até nas segundas-feiras? Principalmente nelas. Pra mim as segundas feiras são como os anos-novos, uma promessa de mudança, uma renovação da esperança. Pra mim a segunda feira é o primeiro dia da semana que vou poder organizar minhas coisas e recuperar o que deixei na semana seguinte. Mesmo que isso signifique que as coisas dessa semana serão adiadas, mas pelo menos nada fica parado por muito tempo.

 A segunda feira não me afeta por que eu simplesmente parei de achar que eu vou  urtar/enlouquecer/me estressar nela. Entendam que é natural não gostar das segundas. Pra quem tem trabalho em horário comercial, é normal passar o fim de semana em casa, ou seja, passamos quase dois dias inteiros sem a pressão que o trabalho nos proporciona, então é normal ter dificuldades de voltar à rotina na segunda feira.



 Pra evitar que isso aconteça, eu simplesmente me organizo de forma a me preparar pra essa mudança e agora vou compartilhar com vocês:

 Planejar as atividades da segunda ainda no domingo: Essa é batata. Colocando num papel tudo o que eu tenho que fazer, eu consigo organizar o meu tempo e não me perco caso aconteça algum imprevisto. Ah, e essa dica não vale só pra segunda. Dedicando 30 minutos numa sexta, sábado ou domingo, consigo colocar todos os compromissos já agendados no papel e me poupo muito tempo durante a semana seguinte.

 Organizar o que precisarei pra ir ao trabalho: Sempre demoro escolhendo a roupa, que é uma atividade que não me impacta muito nos outros dias da semana, mas na segunda, que costumo demorar a acordar, me poupa muito tempo eu já deixar a roupa, a bolsa e o almoço preparado.
 Dormir cedo no domingo: Simples, o corpo relaxado tente a querer continuar relaxado, é melhor dormir cedo e garantir acordar cedo na segunda do que dormir tarde e ser aquele sufoco pra levantar.
 Se possível, programe poucas coisas pra segunda pela manhã: Sempre teremos e-mails pra olhar, fornecedores pra negociar, clientes pra visitar, então se possível, agende ou prorrogue reuniões e coisas que podem ser evitadas a fim de ter mais tempo pra cuidar do que é mais urgente.

 Anote as coisas: Dia relaxado, saidinha com os amigos, longas horas de estudo, festas e compras são atividades comuns do fim de semana pra quem trabalha em horário comercial, então é normal ficar com o cérebro lento na segunda, e pra evitar esquecer alguma coisa a dica é anotar tudo.

 Essas dicas sempre me ajudam e espero que ajude a vocês também!


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Remova o que te faz mal antes que se espalhe



Quando eu tinha uns 19 anos, eu arranquei a cabeça do meu dedo em uma porta. Foi sem querer e  estava horrível. A porta decepou meu dedo e arrancou a unha por inteiro, o que fez a ferida parecer muito pior do que realmente era. Fui ao hospital sozinha, quando mostrei o dedo ao cara que me levou, ele tomou um susto e se apressou. O incrível é que não doía nada, e durante a sutura, eu filmei tudo.  Por mais horrível que parecesse, foi simples, o médico tirou um pedaço de outra parte e "remendou" a parte danificada.

Quando eu era criança, eu caí de cima de um caminhão de bois. Despenquei de quase dois metros em cima de uma pilha de brita e quebrei meu braço esquerdo em três lugares. Não foi tão ruim, pelo menos o caminhão estava parado, mas ainda assim o braço estava quebrado. Eu não sabia, quebrei o braço por volta das 08 da manhã e só fui descobrir no dia seguinte, doía, é claro, mas o medo da minha mãe brigar comigo era maior. No dia eu saí sem o consentimento dela pra brincar com pessoas que ela não gostava. É claro que eu passei muito tempo ouvindo o "eu avisei" e "é isso que acontece quando desobedece a sua mãe", mas naquele dia que descobri quanto eu era forte, quanto o meu corpo podia aguentar. Naquele dia eu acompanhei meu braço duplicar de tamanho e mudar de rosado-saudável pra um roxo-beringela assustador. À noite minha mãe pegou em mim e descobriu o machucado, acho que ela desconfiou que algo estava errado quando eu usei uma blusa mangas compridas nu calor de quase 40°. Isso sem falar que eu estava morrendo de dor. Passei o dia segurando o braço pra tentar diminuir a dor, mas não funcionou. No dia seguinte eu descobri 3 danos em um braço gordinho de uma criança de dez anos.

A questão é, nem todas as feridas são superficiais. A maioria delas corre mais profundamente do que a gente imagina. Às vezes não dá pra ver o machucado real e o máximo que conseguimos, é acompanhar uma mudança gradativa de algo comum para um completo desastre.
às vezes é preciso uma análise mais profunda pra identificar o que está acontecendo e como devemos tratar.

Assim com a vida, essas são as feridas que nos pegam de surpresa. Às vezes nos machucamos profundamente, um coração partido, uma problema financeiro, a perda de um ente. Quanto tiver uma 'queda', não esconda, não ignore. Cave até encontrar o mal e trate. Remova o que te faz mal antes que se espalhe.


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O amor é difícil, mas não impossível.

É muito improvável que o seu novo namorado seja daquele que vai te mimar, vai viver te abraçando pelas costas ou passar o dia deitado com você na cama assistindo a série preferida de vocês. Isso não é impossível, é claro, mas estou falando que um namoro não é como as fotos de casais do tumblr que estão sempre amando, felizes e compartilhando momentos fofos.

Eu também concordo que uma pessoa que alisa seu cabelo enquanto assistem o filminho no cinema, ou que te oferece uma massagem no fim do dia de um trabalho cansativo é a melhor coisa do mundo, mas caia na real. Esse amor é difícil pra caramba.

Encontrar alguém que te entenda nos momentos de alegria e tristeza, é esperar que no fim do arco iris realmente tenha um pote de ouro. Encontrar alguém que saiba a hora de se aproximar, mesmo quando você manda se afastar, é como encontrar o shampoo perfeito nas imensas prateleiras de uma grande loja de artigos pra cabelo. 


Ah, mas não desiste não. O amor sempre valerá a pena.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Produza mais, consuma menos...

Sou do tipo de pessoa que viaja muito... Dentro da minha cabeça. Consigo perfeitamente olhar a foto de uma pessoa apenas uma vez e criar voz, personalidade e trejeitos completos, como se aquela pessoa fosse meu amigo de infância. Também consigo ver um ator ou atriz e me imaginar como eu os conhecerei, como nos tornaremos amigos e os rumos que a vida nos levará, que pode ser desde a amizades profundas e até casamento, felizmente nas minhas histórias as pessoas nunca saem da vida umas das outras.

Agora imagine como é difícil pra mim manter o foco de qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo! Imagine como é difícil gostar de um livro e criar histórias paralelas para o casal principal ou fantasiar mil e um finais quando se ainda está na metade do livro. Imagine como é difícil pra mim ler uma opinião de alguém, nos famosos textões do facebook sem antes imaginar mil e um motivos pelo qual a pessoa fez aquilo. E aí? Se identificou?

Sou do tipo de pessoa que nos momentos mais silenciosos meu cérebro trabalha arduamente como uma locomotiva que transporta uma grande carga, agora imagine que esse tipo de pessoa é ainda viciada em internet? Aquele tipo de pessoa que consome conteúdo todos os dias de diversas fontes e tem um trabalho imenso pra filtrar tudo aquilo pra não perder a personalidade ou se influenciar por opiniões alheias.

Hoje eu decidi parar de consumir conteúdo pra começar a produzir conteúdo. Seja tentando aprender a tocar meu violão(que por sinal está parado há 2 anos), seja aprender inglês, seja finalizando os livros que comecei mas sempre invento uma desculpa pra não terminar...Seja fazendo qualquer coisa. Hoje eu decidi parar de ver o que os outros fazem e começar a mostrar o que eu faço. No meu insta vou tentar mostrar mais as coisas que sei fazer. Quer se juntar a mim?


Meus amigos tem 4 patas

Hoje eu li um texto bem curtinho de uma mulher que presenciou um morador de rua conversando com a cadelinha que ele cuidava. No frio, ele a vestia com uma blusa velha, mas que a protegeria. Enquanto a cadelinha rosnava por não querer usar a roupa, seu amigo explicava a importância de esta aquecida, quase uma conversa, era uma conversa.

Quantas vezes já não chorei na cama e fui acalentada pela minha cadelinha que em breve completará 13 anos? Quantas vezes não fui acordada com uma lambida áspera mas cheia de amor de qualquer um dos meus gatos? Quantas vezes descobri ter mais amigos de quatro patas do que os de duas pernas?



Dia 05 de Dezembro minha filha mais velha faz 13 anos. Já estou me organizando pra fazer a festa. Pequena e simples, mas do jeito que ela merece. Tenho meus gatos como convidados e os cachorros mais próximos da família. Me chame de louca, mas nunca diga que não sou uma boa mãe.





terça-feira, 15 de novembro de 2016

Hoje foi dia de agradecer

Hoje eu falei um pouquinho no meu instagram store. Nunca fiz isso, acho estranho 'falar com a câmera', mas eu realmente senti que precisava fazer isso. Senti que precisava exteriorizar tudo o que eu estava sentindo.

No começo desse ano eu perdi minha mãe e parecia que eu não ia aguentar, passei os primeiros meses tentando ser forte pros meus irmãos, não queria que eles me vissem chorar ou fraquejar. Com o tempo, percebi que tudo o que eu fazia era espelhado em algo que minha mãe me ensinou, óbvio que seria assim, mas estava tudo tão claro. As coisas que eu fazia, as metas que eu tinha, eu sou ela e hoje eu percebi isso nitidamente. 

10 meses depois e eu estou tentando realizar um dos nossos grandes sonhos, e está tudo caminhando tão certo que eu parei hoje olhando pra lua e perguntei aos céus se não era ela me iluminando lá de cima. Fazendo o que ela sempre fez de melhor: Cuidando de mim.

Hoje eu tô sentindo um misto de tristeza, felicidade e orgulho por tudo o que tem acontecido e pela forma como eu venho lidando com tudo. Em breve eu trarei novidades, em breve vai tudo mudar...de novo.



quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Se for esquecer, anote


No percurso pra casa, da janela do ônibus, olhou para o céu de um jeito que há muito tempo não olhava. Chorou baixinho sem saber por quê e pediu que lá existisse um serzinho mágico que cuidaria de tudo. Pediu que tivesse essa fé cega que muitas pessoas têm, mas que nunca conseguiu manter. 

Desviou o olhar pra uma criança que chorava e observou como somos inocentes em todas as fases da vida. Não apenas quando somos crianças, mas aquela inocência de sempre planejar o amanhã, mesmo sabendo das infinitas possibilidades que podem transformar o nosso dia.

Se encostou no vidro da janela e aumentou o volume da música que escutava, decidiu que era momento de refletir. Achou besteira refletir no ônibus, mas quem consegue definir a hora certa de conversar consigo mesmo?

Achou que era hora de olhar pra dentro e decidir seu futuro, não daqueles momentos que vê uma criança e pensa em ser mãe, ou que vê um garoto e se imagina casando com ele. Esse era daqueles momentos raros em que tudo que está guardado no peito transborda pelos olhos sem motivo aparente, lavando o cômodo e dando espaço pra mais móveis, digo, ideias. 

Pensou em como seria ir embora praquela cidadezinha que tanto ama, pensou em como seria montar aquela loja com coisas que tanto gosta, pensou em como seria voltar a estudar, tocar violão, casar(um dia beeem no futuro)...Pensou principalmente em como seria se parasse de ter medo e resolvesse fazer o que sempre quis: largar tudo e ir mochilar, ou pintar o cabelo de roxo, ou quem sabe até chamar aquele menino legal pra tomar um café. Quem sabe o que aconteceria se ela parasse de ter medo e parasse de adiar vontades a tanto tempo reprimidas?!

Se ajeitou na cadeira, enxugou as lágrimas e começou a escrever. Uma amiga que estava no mesmo ônibus a reconheceu, a cumprimentou e perguntou se ela estava escrevendo uma carta. Respondeu que sim, uma carta para si mesma. -E o conteúdo? Perguntou a amiga. -Uma lista de tarefas. Respondeu. Tarefas pra mudar meu mundo, completou em pensamento.

domingo, 2 de outubro de 2016

Era tudo o que ela queria, mas não eu, não por enquanto

O livro começou sem graça, pensei em desistir da leitura umas 3 vezes antes mesmo de chegar à quinta página. Mas como boa leitora, eu sei que às vezes, a paciência é o que torna histórias maravilhosas. A história desenrolou bem e no final do 2° capítulo, a autoria nos convida a mergulhar na mente da personagem principal, a Gabriela e descobrir o que ela queria.

Imagine que você estivesse lendo o mesmo livro que eu, e nesta parte descreve-se uma cena comum: no meio da praça de alimentação de um shopping havia pessoas comendo(óbvio), famílias inteiras aproveitando o domingo à tarde, pessoas fazendo compras, vendedores vendendo, nada demais, correto?

Agora se te perguntassem o que essa pessoa que via essa cena mais queria, você responderia o quê? 

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Antes de continuar a leitura, eu reli o parágrafo e memorizei cada detalhe...cada loja descrita, cada pessoa apresentada, cada emoçao.. Todas as situações foram expostas de forma a pensarmos realmente que a personagem estava indagando sobre sua vida e imaginando como seria estar na pele das outras pessoas. Até o momento que ela descobre o que realmente quer. 

Talvez eu não vá conseguir expressar bem a minha frustração ao perceber que a personagem até então sonhadora e determinada(quem nunca?), queria a coisa mais clichê dos livros que possuem mulheres como protagonistas: Um namorado.

Talvez um dia, no futuro, quando alguém chegar de jeito e querer ficar. Até lá, só gosto da Gabriela no livro mesmo.